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O Google Trends, ferramenta pública do Google, mede o interesse por um termo numa escala de 0 a 100. O valor 100 marca o pico do período escolhido, e os outros pontos aparecem como fração desse pico.
Num levantamento feito em 26 de outubro de 2026 pela Augurium, o painel interno de tendências do Scriptorium, o termo “teorias da conspiração” no Brasil cresceu 1,61 vez em cinco anos. Em outras palavras, o interesse médio de hoje fica 61% acima do registrado no fim de 2021.
O recorte curto conta outra parte da história. Nas últimas 13 semanas, a variação foi de 1,03 vez, quase estável. O tema não explodiu de repente: subiu devagar e se manteve alto.
Em setembro de 2026, o termo bateu 95% do pico histórico da série. O interesse chegou perto do ponto máximo já registrado pela ferramenta para a expressão no país.
Em cinco anos, a busca por teorias da conspiração no Brasil cresceu 1,61 vez e encostou no pico em setembro de 2026. |
Um interesse que fica alto por tanto tempo costuma indicar hábito, e não modismo passageiro de uma semana.
O volume em números absolutos
O Trends trabalha com proporção e não informa quantas pessoas buscaram. Para o volume, a Augurium cruzou o dado com o Planejador de Palavras-chave do Google Ads, a ferramenta usada por anunciantes para estimar buscas mensais.
No Planejador, a expressão saiu de cerca de 8 mil buscas por mês para cerca de 12 mil em 12 meses. A alta foi de 1,49 vez, na mesma direção da curva do Trends.
As duas ferramentas medem de jeitos diferentes. O Trends normaliza a amostra e o Planejador arredonda as faixas de volume. Quando as duas apontam alta parecida, o sinal fica mais confiável.
As três buscas que puxam a fila
As consultas relacionadas revelam três intenções distintas. A primeira, “teorias da conspiração”, é genérica e costuma vir de quem procura listas e exemplos famosos.
A segunda, “teorias da conspiração filme”, mistura o tema com entretenimento. Plataformas de streaming e canais de vídeo exploram o assunto em documentários e séries, e o filme “Teoria da Conspiração”, de 1997, segue lembrado.
A terceira, “teoria da conspiração o que é”, pede definição. Ela indica um público novo, que chegou ao tema agora e quer entender a expressão antes de usar.
As três intenções convivem na mesma curva. Quem chega pela definição hoje pode, em poucos meses, estar procurando listas e documentários, e o volume total cresce com essa passagem de um tipo de busca para outro.
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