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José I faleceu em 24 de fevereiro de 1777. A filha mais velha, Maria I, subiu ao trono e, em poucas semanas, afastou Pombal do governo e mandou abrir as prisões políticas.
Centenas de presos saíram dos cárceres naquele ano, entre eles parentes dos Távora que tinham passado quase duas décadas no forte da Junqueira, à beira do Tejo.
Os sobreviventes pediram a revisão da sentença de 1759. Maria I nomeou uma junta de juízes para reexaminar os autos, com acesso aos depoimentos originais e às atas do tribunal de exceção.
Em 1781, a junta de revisão nomeada por Maria I declarou inocentes os Távora executados em Belém. |
A decisão devolveu à família a honra e os títulos. A culpa do duque de Aveiro ficou fora da absolvição: os juízes trataram dos Távora, e o papel do duque na emboscada seguiu sem julgamento novo.
O julgamento de Pombal
O antigo ministro também respondeu a processo. Interrogado na vila de Pombal a partir de 1779, foi considerado culpado de abusos de poder, mas a rainha o poupou da pena por causa da idade, num decreto de agosto de 1781.
Pombal faleceu em 8 de maio de 1782, aos 82 anos, na vila que lhe dava o título. Nunca admitiu ter fabricado o caso, e os papéis dele defendem a sentença até o último dia.
O que ficou em Belém
O palácio do duque de Aveiro, em Belém, foi demolido por ordem da sentença, e o terreno foi salgado para que nada mais nascesse ali.
O lugar se chama até hoje Beco do Chão Salgado. Uma coluna de pedra levantada em 1759 guarda a inscrição que condena a memória dos réus, e ela nunca foi retirada, mesmo depois da revisão.
A pergunta central continua sem prova: quem atirou na estrada da Ajuda. A revisão de 1781 respondeu outra pergunta, a da culpa dos Távora, e concluiu que a sentença os condenou sem prova suficiente.
Confira sozinho, antes de repetir a história dos Távora:
• a data da sentença da Junta da Inconfidência, 12 de janeiro de 1759;
• o lugar da coluna de 1759, Beco do Chão Salgado, em Belém;
• o ano da revisão pedida à rainha Maria I, 1781.
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